International Sailing será a largada para regata da classe Mini

Se tem uma coisa que velejador da classe Mini 6.5 gosta é de estar embarcado, de preferência em regata longa… Afinal o barco foi desenhado para planar e singrar grandes distâncias e, a despeito das condições espartanas da cabine, a velejada vale a pena, sempre.

“Desde o final do ano passado o Pedro Fukui, do veleiro Jacaré, já tinha lançado a ideia de fazermos uma regata neste feriado do dia 18. Inicialmente entre Ilhabela e Santos. Mas, quando foi divulgado o calendário do Ubatuba Sailing Festival, o pessoal teve a ideia então de largar de Ubatuba”, explica Jonas Muro, único brasileiro a completar mais recente edição da Regata Mini Transat (2023) em solitário.

“Achei legal essa possibilidade, afinal tem tudo a ver com o espírito do evento. Um ‘sailing festival'”. Comenta Alex Calabria, diretor de vela do Ubatuba Iate Clube.

“No decorrer das conversas ficou acertado que os Mini fariam a primeira regata do International Ubatuba Sailing Festival, o contorno da Ilha Vitória, dia 18, curtiriam a primeira noite de confraternização e, no dia seguinte, partiriam para a regata da classe na largada do Sailing, seguindo então o percurso que eles haviam estabelecido inicialmente”.

Participarão das regatas os veleiros Dopamina, de Adriano Grasson de Oliveira, Xavante, de Sergio Vinicius Cortes e o Kazam, do comandante Francisco Nogueira Santos, que fala sobre os desafios de aprontar o barco para uma travessia:

“Para mim a parte difícil sempre é a preparação em terra. O Mini é um veleiro bem complexo e cheio de sistemas… até hoje nunca consegui deixar o barco 100% pronto antes de partir para uma travessia ou regata. Aprendi por experiência que tudo que você deixa de fazer em terra volta pra te assombrar quando está velejando, e muitas vezes dando duas vezes mais trabalho”.

A despeito da velejada prazerosa do Mini, Francisco pondera que equilíbrio é fundamental: “encontrar esse equilíbrio entre o barco estar pronto para velejar da melhor forma possível e eu estar pronto para sair, descansado, com um certo tempo de folga é o que eu tento…. Mas, comigo acaba sendo sempre uma correria!”, brinca o comandante.

Sergio Vinícius, do Xavante, é outro entusiasta das velejadas do Mini. Até porque, está vindo de Brasília, onde mora, para a regata:

“A velejada do Mini 6.5 é diferente, exigente e muito rápida. O velejador que experimenta navegar, planar com o vento a 10, 12 ou mais nós de velocidade, quer repetir. Acredito que pouquíssimos velejadores já tiveram essa oportunidade, velejar a mais de 10 nós. É um privilégio e o Mini 6.5 proporciona isso com segurança.

Em uma Santos Rio, creio que em 2015, velejando no Daddy-O, entrou uma baixa pressão forte, mais de 30 nós de vento de popa… surfamos algumas ondas grandes e o gps gravou a velocidade de mais de 17 nós!”, comenta, entusiasmado o velejador, que finaliza ainda dando um outro bom motivo para participar do International Sailing Festival:

“O mais animador para essa empreitada de viajar de Brasília até Santos, depois encarar um delivery de lá a Ubatuba é o carinho da recepção do Ubatuba Iate Clube, do Alex, de todos os envolvidos na organização. É muito empenho, boa vontade e atenção na acolhida aos velejadores e em todos os detalhes. A gente conta os dias para estar junto aí dividindo essa linda raia”.

Fica a dica do comandante Sergio Vinícius. Vem também que ainda dá tempo!